segunda-feira, novembro 27, 2006

Homenagem... Pedido de desculpa...

Estive a pensar...

E acho que devo uma homenagem e um pedido de desculpa à Teresa!
Cá vai:

E agora JURO, mas JURO mesmo, que esta semana não te incomodo quando estiveres a dormir...
Quando acordares, quero que tenhas BONS DIAS
PM

domingo, novembro 19, 2006

Actualizar...

Na sexta a Teresa dizia-me:
Eh pá vê lá se actualizas o teu blog...

Obrigado Teresa! Afinal és tu a pessoa que vai fazendo o meu contador de visitas crescer!

A vida, o trabalho, as aulas e a preguiça vão fazendo com que este cantinho se perca...
Quer dizer... Perder nunca se perde porque eu tenho as passwords... :)

Não prometo actualizar com frequência, mas espero vir cá mais vezes (mais do que uma por mês...). Se calhar não será difícil!

E juntos teremos, mesmo com este tempo chuvoso, BONS DIAS!

PM

sábado, setembro 30, 2006

Epílogo



A primeira vez é a mais complicada...

Não sei se será sempre assim, no entanto, a (in)experiência que tínhamos, levou a que nem sempre optássemos pelas melhores soluções.

É hora de avaliar todo um percurso não só de estrada, mas de vida.

O caminho faz-se caminhando...

E não será só andar para chegar ao destino!

Ou melhor, é chegar a um destino muito mais longínquo do que o local de chegada...

Nós!

E quantas vezes não nos ouvimos? Quantas vezes andamos de costas voltadas para nós?

Na adversidade do Caminho, naqueles momentos em que, em grupo, pedalávamos sós, tive a oportunidade de me ouvir... me escutar...

Pode parecer uma chinesice, mas a verdade é que todos crescemos, e regressámos um pouco diferentes...

Piores ou melhores...?? Simplesmente diferentes!

Compostela está na moda, ou melhor, o Caminho.

Vários grupos foram, nestas últimas semanas, em peregrinação a Santiago. Pelo que fui percebendo, todos acharam esta experiência extremamente enriquecedora.

Mas nem tudo o que lemos nos prepara para o que vamos encontrar!

A serra da Labruja é dura? Mas o que é isso? São apenas 2 ou 3km!!! Faz-se bem!! Ou não!

Foram os 2 ou 3 Km mais duros que estas perninhas já fizeram!

Depois há a preparação dos materiais.

Por exemplo, levávamos mochilas impermeáveis, no entanto, foram inconsequentes para a chuva que apanhámos!

Para a próxima já sei!

Tomem nota:

Se forem de bicicleta não se esqueçam das habituais ferramentas: Câmaras de ar suplentes, pneu, bomba de ar e remendos (ah! Não façam como eu que comprei um kit mas que alguém palmou o tubo de cola... cuspe não serve...).

Depois, não esqueçam de por dentro de sacos plásticos toda a vossa roupa! Se apanharem chuva vão agradecer!

Há quem não goste muito, mas uns extensores para o guiador dão muito jeito!

Luvas! Importante! Pode não parecer, mas umas luvas ajudam, e de que maneira, as nossas mãozinhas...

Calções de ciclismo. Se a zona do “Equador” não estiver calejada, não servirá de muito os calções, no entanto, depois de ganhar calo...

Ainda não tenho, mas vou pôr! Pedais para prender as botas! No início, custa a habituar (que o diga o João com as suas “quedas artísticas”) mas depois, a sua ajuda é enorme!

Para beber: Isostar ou algo do género! Vão sentir a diferença relativamente a beber só água!

Levem uma máquina, de preferência pequena (a minha Canon EOD 350D é enorme!!!), pois vale a pena registar muitas das imagens que vemos!

Quanto a dinheiro, a minha viagem ficou pelos 25 – 30 euros/dia/pessoa.

Sabendo que em Espanha não se “paga” o alojamento (cada um dá o que quiser) e que cada refeição fica pelos 6/7 euros.

Portugal fica mais caro, uma vez que não há albergues e temos de pernoitar em pensões, claro que podem dormir na “Pensão Estrelas”, mas um banho quente no final de cada jornada é como sopa no mel...!!

E depois, partilhem... cada experiência é única e transcendente.

BOM CAMIÑO!!!!!!
PM

quarta-feira, julho 19, 2006

CAPÍTULO VIII

O dia acordava soalheiro e quente! Parecia mesmo que S. Pedro tinha andado a brincar connosco nos últimos dois dias!

Os músculos tinham entrado em greve e parecia que doíam todos! É engraçado o nosso cérebro: até ao dia anterior as dores eram as “normais” do esforço ao qual não estávamos habituados, mas neste dia...

Depois de um pequeno almoço que me fez suspirar mais uma vez pelas pastelarias portuguesas, fomos, pois estávamos ainda em falta, cumprir os rituais do peregrino.

Para nosso desconsolo a Missa estava mesmo no fim, no entanto Tiago recebeu o meu agradecido abraço. Foi uma sensação muito boa... Apesar do guarda e dos magotes de pessoas que se atropelavam para não perder pitada.

Por coincidência, houve logo a seguir outra missa e por isso não podemos mandar a tolada na pedra e pôr a mão. Quer dizer, depois de “chorarmos” um bocadinho a menina lá nos deixou perante o olhar indignado e a voz esganiçada de uma colega!

Depois de cumprida a tradição e a devoção, era hora de resolver a viagem de volta.

Decidiu-se alugar um maquinão (um Opel Meriva) nos levou de regresso a casa!

Lá encaixamos as nossas bicicletas e os sacos e fizemo-nos á estrada.

Para trás ficavam Santiago de Compostela e 350 Km de aventura, cansaços, (des)ilusões, mas de muita, muita, alegria e sentimento de dever cumprido!